Emissora de rádio em São Paulo vai sortear mil litros de água

Os problemas pela falta de água vem se agravando em todo o Estado de São Paulo. A água, elemento vital para a vida e para nossas necessidades culturais, esta se transformando em um bem com cada vez mais valor. A Rádio Mix, emissora de São Paulo, no lugar de oferecer o iPhone 6, ou outros eletrônicos desejáveis, esta promovendo como prémio 1000 litros de água, sob o slogan de “São 1.000 litros de água para você fazer o que quiser! Pode tomar banho, escovar os dentes, beber, fazer suco…”

Veja a noticia no http://mixfm.com.br/promocoes/mil-litros-de-agua/

Marcos Alejandro Badra

O lixo, seus dramas, caminhos possíveis

residuos-siderurgicos-15WASHINGTON NOVAES *
Deveria ser de leitura obrigatória para administradores públicos e legisladores em todos os níveis – começando por governo federal, Congresso, governos estaduais, deputados, prefeitos, vereadores -, mas também para empresários e consumidores, o texto Gestão de resíduos sólidos para uma sociedade mais próspera, escrito pelo professor Ricardo Abramovay, do Departamento de Economia, e das pesquisadoras Juliana S. Speranza e Cécile Petitgand, do Núcleo de Economia Socioambiental, todos da Universidade de São Paulo (USP). Dificilmente se encontrará texto mais abrangente sobre a questão dos resíduos e as políticas adequadas que devem norteá-la, mais rico em informações, capaz de levar a mudanças indispensáveis.

Por que o programa de compostagem de Nova York será exitoso?

Este artigo é continuação de artigo “Nova York adota a compostagem para tratar seus resíduos” (ver mais clicando aqui).

Composting_5_2010Planejamento para descartar os resíduos da minha cozinha? Os restos de meus alimentos podem ter um impacto ambiental a nível global? Sim é a resposta para essas perguntas.

A uns dias publiquei uma matéria comentando sobre o programa de compostagem que o Prefeito de Nova York, Bloomberg, anunciou.

Com o lançamento do programa de compostagem de resíduos orgânicos urbanos do prefeito Bloomberg, inicialmente voluntário nos cinco distritos de Nova York, os moradores da cidade vão ser capazes de transformar os seus restos de comida em adubo.

O composto, formado em parte de matéria orgânica e outros nutrientes, é utilizado para fertilizar diferentes tipos de solos. Desta forma, o adubo fertiliza e nutre as plantas para produzir melhores resultados e preservar os ecossistemas.

Uma Declaração Evangélica sobre o Cuidado com a Criação

A um tempo que quero publicar este documento, onde acho que têm conceitos muito importantes e interessantes para uma abordagem integrada dos assuntos ambientais, desde um enquadre integral (espiritual, psíquico e cientifico em perfeita harmonia). A declaração posiciona ao homem na sua real perspectiva em sua relação com o meio ambiente (seja os sistemas ecológicos ou sistemas antrópicos) e ressalta sua responsabilidade frente aos problemas que enfrentamos localmente e globalmente como consequência de nosso estilo de vida.   Será de muito proveito ler ele completo.

Marcos Alejandro Badra

Aliança Evangélica Europeia, Sobre o Cuidado Com a Criação

Uma Declaração Evangélica sobre o Cuidado com a Criação
A terra é do Senhor, e toda a sua plenitude – Salmo 24:1

Como seguidores de Jesus Cristo, comprometidos com a total autoridade das Escrituras, e conscientes das formas como degradamos a criação, cremos que a fé bíblica é essencial para a solução dos nossos problemas ecológicos.

Porque adoramos e honramos o Criador, buscamos manter e cuidar da criação.

Porque pecámos, falhámos na nossa mordomia pela criação. Por isso arrependemo-nos da forma como poluímos, distorcemos ou destruímos grande parte da obra do Criador.

Porque em Cristo, Deus curou a nossa alienação de Deus e estendeu a nós as primícias da reconciliação com todas as coisas, empenhamo-nos a trabalhar no poder do Espírito Santo para partilharmos as Boas Novas de Cristo em palavras e em ações, movendo-nos para reconciliar todas as pessoas em Cristo e estender a cura de Cristo à criação que sofre.

Porque aguardamos o tempo em que a criação que geme será restaurada à sua plenitude, empenhamo-nos em trabalhar vigorosamente para proteger e curar essa criação para a honra e glória do Criador – que conhecemos vagamente através da criação, mas encontramos plenamente nas Escrituras e através de Cristo. Nós e os nossos filhos enfrentamos uma crise crescente na saúde da criação da qual fazemos parte, e pela qual, pela graça de Deus, somos sustentados. No entanto, continuamos a degradar essa criação.
Estas degradações da criação podem ser resumidas como 1) degradação do solo; 2) desflorestação; 3) extinção das espécies; 4) degradação da qualidade da água; 5) toxicidade global; 6) alteração da atmosfera; 7) degradação humana e cultural.

Muitas destas degradações são sinais de que estamos a colocar pressão sobre os finos limites que Deus estabeleceu para a criação. Com o contínuo crescimento da população, estas degradações tornar-se-ão mais graves. A nossa responsabilidade não se limita a cuidar e alimentar as crianças, mas nutrir e cuidar do seu lar nesta terra. Respeitamos a instituição do casamento da forma como Deus no-la transmitiu, para assegurar de forma bem pensada que há descendência e que esta é bem cuidada, para a glória de Deus.

Reconhecemos que a pobreza humana é tanto uma causa como uma consequência da degradação ambiental.

Muitas pessoas interessadas, convencidas de que os problema ambientais são mais espirituais do que tecnológicos, estão a explorar as ideologias e religiões humanas em busca de recursos espirituais não Cristãos para a cura da terra. Como seguidores de Jesus Cristo, cremos que a Bíblia nos leva a responder de quatro formas:

Primeira – Deus chamou-nos para que confessássemos e nos arrependêssemos das nossas atitudes que desvalorizam a criação, e que torcem ou ignoram a revelação bíblica para apoiar o mau uso que fazemos dela. Esquecendo que “a terra é do Senhor”, temos frequentemente usado a criação sem nos lembrarmos da nossa responsabilidade pelo seu cuidado.

Segunda – As nossas acções e atitudes para com a terra têm de vir do centro da nossa fé, e estar enraizadas na plenitude da revelação de Deus em Cristo e nas Escrituras. Resistimos a ideologias que: a) presumem que o Evangelho nada tem a ver com o cuidado com as criaturas que não são humanas e b) ideologias que reduziriam o Evangelho a nada mais que cuidado com a criação.

Terceira – Procuramos diligentemente aprender tudo quanto a Bíblia nos diz acerca do Criador, criação e tarefa humana. Na nossa vida e nas nossas palavras declaramos que as Boas Novas são para toda a criação que ainda espera “a manifestação dos filhos de Deus” (Romanos 8:19).

Quarta – Procuramos entender o que a criação revela acerca de divindade de Deus, Sua presença sustentadora, e poder eterno, e o que a criação nos ensina sobre a ordem apontada por Deus e os princípios segundo os quais se rege.

Por esta razão pedimos a todos aqueles que estão comprometidos com a verdade do Evangelho de Jesus Cristo para afirmarem os princípios da fé bíblica que se seguem, e a buscarem formas de viver estes princípios nas nossas vidas pessoais, nas nossas igrejas e na sociedade.

O cosmos, em toda a sua beleza, liberdade, e dádiva de vida, é a obra do nosso Criador pessoal e amoroso.

O nosso Deus Criador é anterior à Criação e posterior a ela, no entanto intimamente envolvido com ela, sustentando cada coisa na sua liberdade, e todas as coisas em relacionamentos de intrínseca complexidade. Deus é transcendente, e ao mesmo tempo sustentador amoroso de cada criatura; imanente, no entanto, completamente distinto da criação, não devendo ser confundido com ela.

Deus o Criador é relacional na Sua natureza, revelado como três Pessoas em Uma. Da mesma forma, a criação imaginada por Deus é uma sinfonia de criaturas individuais num relacionamento harmonioso.

A preocupação do Criador prende-se a todas as criaturas. Deus declara que toda a criação é “boa” (Génesis 1:31); promete cuidado numa aliança com toda as criaturas (Génesis 9:9-17); tem prazer nas criaturas que não têm utilidade aparente para o homem (Job 39-41); e deseja, em Cristo “reconciliar todas as coisas para Si” (Colossenses 1:20).

Homens, mulheres e crianças têm uma responsabilidade única para com o Criador; ao mesmo tempo, somos criaturas, moldadas pelos mesmos processos e encastrados nos mesmos sistemas da física, da química, e interligações biológicas que sustém as outras criaturas.
Homens, mulheres e crianças, criados à imagem de Deus, têm também uma responsabilidade única para com a criação. As nossas ações devem sustentar a multiplicação da criação e também preservar o poderoso testemunho que a criação dá acerca do Criador.

Os nossos talentos, dados por Deus, foram frequentemente desviados do seu intento original: que conheçamos, nomeemos, cuidemos e tenhamos prazer nas criaturas de Deus; que cuidemos da civilização em amor, criatividade e obediência a Deus; e que ofereçamos a criação e a civilização em louvor ao Criador. Ignorámos os nossos limites de criatura e usámos a terra com ganância, e não com cuidado, como deveríamos ter feito.

O resultado carnal do pecado humano foi uma mordomia pervertida, uma manta de retalhos de jardim e lixeira em que o lixo vem a aumentar. “Não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus na terra… por isso, a terra se lamentará, e qualquer que morar nela desfalecerá” (Oséias 4:1-3). Sendo assim, uma das consequências do nosso mau uso da terra é uma injusta negação da dádiva de Deus aos seres humanos, tanto agora como no futuro.

O propósito de Deus em Cristo é curar e trazer à plenitude não apenas pessoas mas toda a ordem criada. “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse. E que, havendo por ele feito a paz, pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Colossenses 1:19-20).

Em Jesus Cristo, os crentes são perdoados, transformados e levados ao reino de Deus. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17). A presença do Reino de Deus é marcado não só pela renovada comunhão com Deus, mas também pela harmonia renovada e pela justiça entre as pessoas, e por uma renovada harmonia e justiça entre as pessoas e o resto do mundo criado. “Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados: os montes e os outeiros exclamarão de prazer, perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão as palmas” (Isaías 55:12).

Cremos que em Cristo há esperança, não apenas para os homens, mulheres e crianças, mas também para o resto da criação que sofre as consequências do pecado humano.

Portanto, apelamos a todos os cristãos que reafirmem que toda a criação pertence a Deus; que Deus a criou boa; e que Deus a renova em Cristo.

Encorajamos a que se faça uma maior reflexão sobre o ensino bíblico e teológico que fala da obra redentora de Deus em termos de renovação e complemento do Seu propósito para a criação.

Buscamos uma reflexão mais profunda sobre as maravilhas da criação de Deus e os princípios pelos quais a criação funciona. Apelamos também a uma consideração cuidadosa sobre como as nossas acções individuais e corporativas respeitam e obedecem às ordenanças de Deus para a criação.

Encorajamos os Cristãos a incorporar a extravagante criatividade de Deus nas suas vidas, fundamentando o papel da beleza e das artes nos seus padrões pessoais, eclesiásticos e sociais.

Apelamos aos Cristãos individuais e às igrejas para que sejam centros de renovação e cuidado para com a criação, deleitando-se na criação como dom de Deus e usufruindo dela como provisão de Deus, de formas que sustém e curam o tecido danificado da criação que Deus nos confiou.

Recordamos as palavras de Jesus de que as nossas vidas não consistem na abundância das nossas possessões, e portanto encorajamos os seguidores de Cristo a resistirem ao isco do desperdício e do hiper-consumismo, fazendo escolhas pessoais que expressem humildade, paciência, auto-controlo e frugalidade.

Apelamos a todos os Cristãos para que trabalhem no sentido de haver economias sustentáveis, justas e piedosas, que reflictam a economia soberana de Deus e capacitem homens, mulheres e crianças a prosperarem junto com toda a diversidade da criação. Reconhecemos que a pobreza força as pessoas a degradar a natureza de forma a poderem sobreviver; por isso apoiamos o desenvolvimento de uma economia justa e livre que capacita os pobres e cria abundância sem diminuir a dádiva da criação.

Comprometemo-nos a obter políticas sociais responsáveis que encorporem os princípios de mordomia da criação segundo a Bíblia.
Convidamos os cristãos – indivíduos, congregações e organizações – a juntarem-se a nós nesta declaração evangélica sobre o ambiente, tornando-nos pessoas de aliança num círculo cada vez mais vasto de cuidado bíblico com a criação.

Apelamos a todos os cristãos para que ouçam e trabalhem com todos aqueles que se preocupam com a cura da criação, com ensejo tanto de aprender com eles bem como de partilhar com eles a nossa convicção de que o Deus que todas as pessoas sentem presente na criação (Actos 17:27) é plenamente conhecido apenas através da Palavra encarnada em Cristo o Deus vivo, que fez e sustenta todas as coisas.

Fazemos esta declaração sabendo que até que Cristo volte para reconciliar todas as coisas, somos chamados a ser mordomos fiéis do bom jardim de Deus, o nosso lar terreno.

Para mais informações:
Rede Ambiental Evangélica
4485 Tench Road Suite 850; Suwanee, GA 300024
een@creationcare.org
Tradução: Olga de Bastos

Rede Nossa São Paulo lança campanha “Eu sou Cidadão Paulistano”

Baseada na ideia de que todos podem contribuir para que a cidade seja melhor, proposta foi apresentada durante evento em que Oded Grajew recebeu o título de cidadão paulistano.

Oded Grajew, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo e presidente emérito do Instituto Ethos,recebeu nesta terça 2 de outubro de 2012 o título de “cidadão paulistano”, em solenidade realizada na Câmara Municipal. O homenageado aproveitou a oportunidade para lançar uma nova ideia para estimular o exercício da cidadania e melhorar a qualidade de vida dos moradores da cidade: a campanha “Eu sou Cidadão Paulistano”.

A campanha tem como fundamento a ideia de que todos podem contribuir, com suas ações e práticas diárias, para que São Paulo seja melhor. Com o objetivo de divulgar as concepções da proposta, para que as pessoas se apropriem delas, foram elaboradas diversas frases, entre as quais: “Respeito o ciclista”, “Não desperdiço água”, “Cuido da minha calçada”, “Não jogo lixo na rua”, “Não dirijo depois de beber” e “Respeito o pedestre”. Cada uma das frases está ao lado do símbolo da campanha, uma mão levantada, com o slogan “Eu sou Cidadão Paulistano”. Elaborado de forma voluntária pela Agência Peralta, o material da campanha pode ser usado nas redes sociais e como adesivos de carro, por exemplo.

A expectativa de Oded Grajew é que a ideia lançada ganhe força no início do próximo ano, com a divulgação nas mídias que aceitarem ser parceiras da iniciativa. As redes sociais e os cidadãos, porém, já podem começar a divulgar e se apropriar da campanha, caso tenham interesse. “Cada um que está aqui é um irradiador [da campanha]”, convocou o coordenador geral da Rede Nossa São Paulo, dirigindo-se aos amigos, integrantes de organizações da sociedade civil e militantes sociais, que lotavam o Salão Nobre da Câmara Municipal (veja o link para a apresentação da campanha ao final desta reportagem). Veja mais sobre a campanha.

Fontes: Airton Goes airton@isps.org.br http://www.nossasaopaulo.org.br.

Durante uma entrevista com Oded Grajew, Milton Jung comentou que esta ideia pode ser replicada para os cidadãos de todas as cidades brasileiras, como forma de se comprometer cada um com uma melhor qualidade de vida e vai estimular às pessoas a participar do desenvolvimento da sua cidade cidade. Escute a entrevista do Milton Jung para Oded Grajew.

Marcos Alejandro Badra

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