O alto valor do lixo orgânico!

Compost-7 Compostagem, muitas vezes descrita como um modo natural de reciclagem realizada por uma comunidade de microrganismos (incluindo bactérias, fungos e actinomicetos, na presença de oxigênio), é o processo biológico de decomposição da matéria orgânica de nossos resíduos em um extremamente útil húmus.

Os actinomicetos são micro-organismos semelhantes aos fungos na sua forma de crescimento, mas se diferenciam na sua eficácia para a biodegradação da matéria orgânica. A natureza ativa destes microrganismos (microscópicas) e o grande número nas leiras de compostagem (cerca de 10 milhões deles por grama de solo), torná-los altamente eficaz em transformar resíduos ricos em celulose, hemicelulose, ligninas, etc. (como casca de árvore, papel e outros materiais orgânicos duro).

Óleo de cozinha usado alimenta veículos a diesel

golden_fuelEmpreendedor do Alaska desenvolveu kit que transforma o resíduo culinário em biocombustível e fundou a Golden Fuel Systems; aparato custa US$ 3.000.

Membro de uma família de pescadores e fazendeiros de Homer, no Alaska, Charles Anderson é daqueles empreendedores que se arriscam por seu negócio. Certa vez, quase levou um tiro do dono de um restaurante por tentar encher o tanque de sua picape com óleo de cozinha usado do estabelecimento sem pedir permissão para se apropriar do resíduo. Não é só o seu próprio veículo que Anderson abastece com esse tipo de biocombustível. Autodidata desde criança, ele estudou o assunto e criou um kit para que motores a diesel possam funcionar com óleo vegetal. A Golden Fuel Systems adapta seis marcas de carros a diesel, bem como barcos, geradores, caminhonetes e ônibus. Até janeiro de 2013 a empresa contabilizou a venda de 6.500 kits, que custam cerca de US$ 3.000 cada um. Em 2011, sua receita foi de US$ 800 mil.

Fonte: http://revistapegn.globo.com

Compostagem de Resíduos Sólidos Orgânicos no Brasil

A compostagem é uma alternativa de valorização de resíduos com técnicas ancestrais ainda presente hoje nas usinas modernas. Ela, imita os processos complexos de reciclagem da matéria dos ecossistemas naturais, porem em condições controladas para poder acelerar os resultados e atender as necessidades dos seres humanos.

Mediante um processo otimizado e customizado às necessidades de cada gerados (seja de resíduos sólidos industrias ou urbanos) a compostagem transforma todos os resíduos orgânicos em adubo apto para o uso na agricultura, e atender a demanda de fertilizantes do Brasil, com uma importação de mais do 60% dos nutrientes requeridos nas culturas de todo o pais. Este adubo, alem de oferecer NPK, oferece outros nutrientes de grande valor para as plantas e microrganismos necessários para a estrutura do solo e sua fertilidade ao longo do tempo, dando sustentabilidade a atividade agrícola-florestal.

A área demandada pelas unidades de compostagem variam conforme o tipo de resíduos e o processo a ser implantado, porem em media para 10.000 ton/mês de resíduo são necessários entre 15.000 m³ a 20.000 m³. Exitem atualmente diversas tecnologias de compostagem, que otimizam tempo de processo, eliminam a geração de passivos, aumentam a qualidade do produto final e minimizam os custos de investimento inicial.

A compostagem como alternativa de valorização de resíduos orgânicos está mencionada na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010)  assim como no Plano de Gestão de Resíduos Sólidos do Ministério de Médio Ambiente do Brasil (atualmente em consulta pública), entre outros documentos e legislações de diferentes setores do governo, no médio acadêmico e do terceiro setor.

A modo de resumo apresento o Infograma de Compostagem de Resíduos Sólidos Orgânicos, para ilustração do possível cenário a ser desenvolvido no Brasil para valorização de mais de 80% dos RSU gerados por todos nós.

Faça click na imagem para amplia-la.

Infograma compostagem resíduos gerais PNRS web

Marcos Alejandro Badra

Uma Declaração Evangélica sobre o Cuidado com a Criação

A um tempo que quero publicar este documento, onde acho que têm conceitos muito importantes e interessantes para uma abordagem integrada dos assuntos ambientais, desde um enquadre integral (espiritual, psíquico e cientifico em perfeita harmonia). A declaração posiciona ao homem na sua real perspectiva em sua relação com o meio ambiente (seja os sistemas ecológicos ou sistemas antrópicos) e ressalta sua responsabilidade frente aos problemas que enfrentamos localmente e globalmente como consequência de nosso estilo de vida.   Será de muito proveito ler ele completo.

Marcos Alejandro Badra

Aliança Evangélica Europeia, Sobre o Cuidado Com a Criação

Uma Declaração Evangélica sobre o Cuidado com a Criação
A terra é do Senhor, e toda a sua plenitude – Salmo 24:1

Como seguidores de Jesus Cristo, comprometidos com a total autoridade das Escrituras, e conscientes das formas como degradamos a criação, cremos que a fé bíblica é essencial para a solução dos nossos problemas ecológicos.

Porque adoramos e honramos o Criador, buscamos manter e cuidar da criação.

Porque pecámos, falhámos na nossa mordomia pela criação. Por isso arrependemo-nos da forma como poluímos, distorcemos ou destruímos grande parte da obra do Criador.

Porque em Cristo, Deus curou a nossa alienação de Deus e estendeu a nós as primícias da reconciliação com todas as coisas, empenhamo-nos a trabalhar no poder do Espírito Santo para partilharmos as Boas Novas de Cristo em palavras e em ações, movendo-nos para reconciliar todas as pessoas em Cristo e estender a cura de Cristo à criação que sofre.

Porque aguardamos o tempo em que a criação que geme será restaurada à sua plenitude, empenhamo-nos em trabalhar vigorosamente para proteger e curar essa criação para a honra e glória do Criador – que conhecemos vagamente através da criação, mas encontramos plenamente nas Escrituras e através de Cristo. Nós e os nossos filhos enfrentamos uma crise crescente na saúde da criação da qual fazemos parte, e pela qual, pela graça de Deus, somos sustentados. No entanto, continuamos a degradar essa criação.
Estas degradações da criação podem ser resumidas como 1) degradação do solo; 2) desflorestação; 3) extinção das espécies; 4) degradação da qualidade da água; 5) toxicidade global; 6) alteração da atmosfera; 7) degradação humana e cultural.

Muitas destas degradações são sinais de que estamos a colocar pressão sobre os finos limites que Deus estabeleceu para a criação. Com o contínuo crescimento da população, estas degradações tornar-se-ão mais graves. A nossa responsabilidade não se limita a cuidar e alimentar as crianças, mas nutrir e cuidar do seu lar nesta terra. Respeitamos a instituição do casamento da forma como Deus no-la transmitiu, para assegurar de forma bem pensada que há descendência e que esta é bem cuidada, para a glória de Deus.

Reconhecemos que a pobreza humana é tanto uma causa como uma consequência da degradação ambiental.

Muitas pessoas interessadas, convencidas de que os problema ambientais são mais espirituais do que tecnológicos, estão a explorar as ideologias e religiões humanas em busca de recursos espirituais não Cristãos para a cura da terra. Como seguidores de Jesus Cristo, cremos que a Bíblia nos leva a responder de quatro formas:

Primeira – Deus chamou-nos para que confessássemos e nos arrependêssemos das nossas atitudes que desvalorizam a criação, e que torcem ou ignoram a revelação bíblica para apoiar o mau uso que fazemos dela. Esquecendo que “a terra é do Senhor”, temos frequentemente usado a criação sem nos lembrarmos da nossa responsabilidade pelo seu cuidado.

Segunda – As nossas acções e atitudes para com a terra têm de vir do centro da nossa fé, e estar enraizadas na plenitude da revelação de Deus em Cristo e nas Escrituras. Resistimos a ideologias que: a) presumem que o Evangelho nada tem a ver com o cuidado com as criaturas que não são humanas e b) ideologias que reduziriam o Evangelho a nada mais que cuidado com a criação.

Terceira – Procuramos diligentemente aprender tudo quanto a Bíblia nos diz acerca do Criador, criação e tarefa humana. Na nossa vida e nas nossas palavras declaramos que as Boas Novas são para toda a criação que ainda espera “a manifestação dos filhos de Deus” (Romanos 8:19).

Quarta – Procuramos entender o que a criação revela acerca de divindade de Deus, Sua presença sustentadora, e poder eterno, e o que a criação nos ensina sobre a ordem apontada por Deus e os princípios segundo os quais se rege.

Por esta razão pedimos a todos aqueles que estão comprometidos com a verdade do Evangelho de Jesus Cristo para afirmarem os princípios da fé bíblica que se seguem, e a buscarem formas de viver estes princípios nas nossas vidas pessoais, nas nossas igrejas e na sociedade.

O cosmos, em toda a sua beleza, liberdade, e dádiva de vida, é a obra do nosso Criador pessoal e amoroso.

O nosso Deus Criador é anterior à Criação e posterior a ela, no entanto intimamente envolvido com ela, sustentando cada coisa na sua liberdade, e todas as coisas em relacionamentos de intrínseca complexidade. Deus é transcendente, e ao mesmo tempo sustentador amoroso de cada criatura; imanente, no entanto, completamente distinto da criação, não devendo ser confundido com ela.

Deus o Criador é relacional na Sua natureza, revelado como três Pessoas em Uma. Da mesma forma, a criação imaginada por Deus é uma sinfonia de criaturas individuais num relacionamento harmonioso.

A preocupação do Criador prende-se a todas as criaturas. Deus declara que toda a criação é “boa” (Génesis 1:31); promete cuidado numa aliança com toda as criaturas (Génesis 9:9-17); tem prazer nas criaturas que não têm utilidade aparente para o homem (Job 39-41); e deseja, em Cristo “reconciliar todas as coisas para Si” (Colossenses 1:20).

Homens, mulheres e crianças têm uma responsabilidade única para com o Criador; ao mesmo tempo, somos criaturas, moldadas pelos mesmos processos e encastrados nos mesmos sistemas da física, da química, e interligações biológicas que sustém as outras criaturas.
Homens, mulheres e crianças, criados à imagem de Deus, têm também uma responsabilidade única para com a criação. As nossas ações devem sustentar a multiplicação da criação e também preservar o poderoso testemunho que a criação dá acerca do Criador.

Os nossos talentos, dados por Deus, foram frequentemente desviados do seu intento original: que conheçamos, nomeemos, cuidemos e tenhamos prazer nas criaturas de Deus; que cuidemos da civilização em amor, criatividade e obediência a Deus; e que ofereçamos a criação e a civilização em louvor ao Criador. Ignorámos os nossos limites de criatura e usámos a terra com ganância, e não com cuidado, como deveríamos ter feito.

O resultado carnal do pecado humano foi uma mordomia pervertida, uma manta de retalhos de jardim e lixeira em que o lixo vem a aumentar. “Não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus na terra… por isso, a terra se lamentará, e qualquer que morar nela desfalecerá” (Oséias 4:1-3). Sendo assim, uma das consequências do nosso mau uso da terra é uma injusta negação da dádiva de Deus aos seres humanos, tanto agora como no futuro.

O propósito de Deus em Cristo é curar e trazer à plenitude não apenas pessoas mas toda a ordem criada. “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse. E que, havendo por ele feito a paz, pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Colossenses 1:19-20).

Em Jesus Cristo, os crentes são perdoados, transformados e levados ao reino de Deus. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17). A presença do Reino de Deus é marcado não só pela renovada comunhão com Deus, mas também pela harmonia renovada e pela justiça entre as pessoas, e por uma renovada harmonia e justiça entre as pessoas e o resto do mundo criado. “Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados: os montes e os outeiros exclamarão de prazer, perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão as palmas” (Isaías 55:12).

Cremos que em Cristo há esperança, não apenas para os homens, mulheres e crianças, mas também para o resto da criação que sofre as consequências do pecado humano.

Portanto, apelamos a todos os cristãos que reafirmem que toda a criação pertence a Deus; que Deus a criou boa; e que Deus a renova em Cristo.

Encorajamos a que se faça uma maior reflexão sobre o ensino bíblico e teológico que fala da obra redentora de Deus em termos de renovação e complemento do Seu propósito para a criação.

Buscamos uma reflexão mais profunda sobre as maravilhas da criação de Deus e os princípios pelos quais a criação funciona. Apelamos também a uma consideração cuidadosa sobre como as nossas acções individuais e corporativas respeitam e obedecem às ordenanças de Deus para a criação.

Encorajamos os Cristãos a incorporar a extravagante criatividade de Deus nas suas vidas, fundamentando o papel da beleza e das artes nos seus padrões pessoais, eclesiásticos e sociais.

Apelamos aos Cristãos individuais e às igrejas para que sejam centros de renovação e cuidado para com a criação, deleitando-se na criação como dom de Deus e usufruindo dela como provisão de Deus, de formas que sustém e curam o tecido danificado da criação que Deus nos confiou.

Recordamos as palavras de Jesus de que as nossas vidas não consistem na abundância das nossas possessões, e portanto encorajamos os seguidores de Cristo a resistirem ao isco do desperdício e do hiper-consumismo, fazendo escolhas pessoais que expressem humildade, paciência, auto-controlo e frugalidade.

Apelamos a todos os Cristãos para que trabalhem no sentido de haver economias sustentáveis, justas e piedosas, que reflictam a economia soberana de Deus e capacitem homens, mulheres e crianças a prosperarem junto com toda a diversidade da criação. Reconhecemos que a pobreza força as pessoas a degradar a natureza de forma a poderem sobreviver; por isso apoiamos o desenvolvimento de uma economia justa e livre que capacita os pobres e cria abundância sem diminuir a dádiva da criação.

Comprometemo-nos a obter políticas sociais responsáveis que encorporem os princípios de mordomia da criação segundo a Bíblia.
Convidamos os cristãos – indivíduos, congregações e organizações – a juntarem-se a nós nesta declaração evangélica sobre o ambiente, tornando-nos pessoas de aliança num círculo cada vez mais vasto de cuidado bíblico com a criação.

Apelamos a todos os cristãos para que ouçam e trabalhem com todos aqueles que se preocupam com a cura da criação, com ensejo tanto de aprender com eles bem como de partilhar com eles a nossa convicção de que o Deus que todas as pessoas sentem presente na criação (Actos 17:27) é plenamente conhecido apenas através da Palavra encarnada em Cristo o Deus vivo, que fez e sustenta todas as coisas.

Fazemos esta declaração sabendo que até que Cristo volte para reconciliar todas as coisas, somos chamados a ser mordomos fiéis do bom jardim de Deus, o nosso lar terreno.

Para mais informações:
Rede Ambiental Evangélica
4485 Tench Road Suite 850; Suwanee, GA 300024
een@creationcare.org
Tradução: Olga de Bastos

Compostagem doméstica criativa

As necessidades sociais e ambientais de nossas cidades são cada dia mais evidentes e urgentes. Isto está transformando nossos hábitos diários e domésticos gradualmente para formas e estilos de vida mais sustentáveis.

Inúmeras ideias estão sendo aplicadas para permitir que nossos lares sejam mais “ecológicos”, facilitando a gestão dos resíduos gerados na mesma origem. Estas novas tecnologias nós permitem poder construir uma cidade com maior qualidade de vida e bem estar.

Vejam o criativo invento de Fanny Nilsson, um estudante que mediante seu invento mudou os paradigmas da vida domestica urbana. O aparelho, um compostor de mesa portátil elegante que alimenta automaticamente suas plantas, pode ser a solução para o lixo orgânico para as cidades com um enorme impacto na gestão publica dos resíduos urbanos sólidos. Veja todos os detalhes do aparelho para compostagem portátil.

Outra alternativa são os equipamentos desenvolvidos pela NatureMill, para instalação e uso dentro da cozinha. Semelhante a um pote de lixo, ele recebe na sua câmara superior os restos de alimentos e materiais compostáveis (como guardanapos ou plásticos biodegradáveis compostáveis). Calor, oxigênio e a ajuda de microrganismos naturais transformam em poucos dias os restos de alimentos antes de gerar odores desagradáveis em um composto. Depois, apertando um botão transfere o material para uma câmara inferior onde continuará o processo de compostagem por mais uma semana, enquanto você encher a câmara superior novamente. Veja mais informações.

Também temos a criativa alternativa francesa projetada por Victor Massip e Laurent Lebot.. A Ekokook é uma cozinha ecológica e tecnológica, que faz uso de todos os seus resíduos. Ela consegue utilizar e reutilizar todos os seus resíduos.

Os resíduos sólidos como: vidro, papel, plástico, metal, e etc., são armazenados cada um no seu próprio reservatório onde serão reduzidos a um tamanho mínimo. Onde depois seguirão para a reciclagem.

Existe um sistema de uso, coleta e reciclagem de água. A pia tem dupla retenção, e a coleta é filtrada para dois jarros que posteriormente serão usados na jardinagem.

Os resíduos orgânicos ficam num compartimento especial de decomposição. As cascas, e outros resíduos transforman-se com o tempo em um excelente adubo. Tudo é pensado para evitar o mal cheiro e manter a higiene. Veja mais informação.

Ainda estes produtos não estão disponíveis no Brasil, porem em breve, estas criativas ideias e soluções estarão disponíveis para todos, tornando nossos dia a dia mais sustentável.

Se quiser maiores informações sobre compostagem domestica de experiencias realizadas com sucesso no Brasil, veja o artigo “Compostagem em apartamento?”

Marcos Alejandro Badra

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