O lixo, seus dramas, caminhos possíveis

residuos-siderurgicos-15WASHINGTON NOVAES *
Deveria ser de leitura obrigatória para administradores públicos e legisladores em todos os níveis – começando por governo federal, Congresso, governos estaduais, deputados, prefeitos, vereadores -, mas também para empresários e consumidores, o texto Gestão de resíduos sólidos para uma sociedade mais próspera, escrito pelo professor Ricardo Abramovay, do Departamento de Economia, e das pesquisadoras Juliana S. Speranza e Cécile Petitgand, do Núcleo de Economia Socioambiental, todos da Universidade de São Paulo (USP). Dificilmente se encontrará texto mais abrangente sobre a questão dos resíduos e as políticas adequadas que devem norteá-la, mais rico em informações, capaz de levar a mudanças indispensáveis.

Por que o programa de compostagem de Nova York será exitoso?

Este artigo é continuação de artigo “Nova York adota a compostagem para tratar seus resíduos” (ver mais clicando aqui).

Composting_5_2010Planejamento para descartar os resíduos da minha cozinha? Os restos de meus alimentos podem ter um impacto ambiental a nível global? Sim é a resposta para essas perguntas.

A uns dias publiquei uma matéria comentando sobre o programa de compostagem que o Prefeito de Nova York, Bloomberg, anunciou.

Com o lançamento do programa de compostagem de resíduos orgânicos urbanos do prefeito Bloomberg, inicialmente voluntário nos cinco distritos de Nova York, os moradores da cidade vão ser capazes de transformar os seus restos de comida em adubo.

O composto, formado em parte de matéria orgânica e outros nutrientes, é utilizado para fertilizar diferentes tipos de solos. Desta forma, o adubo fertiliza e nutre as plantas para produzir melhores resultados e preservar os ecossistemas.

Massachusetts proíbe a geração de resíduos de alimentos

O secretario do Gabinete de Energia e Meio Ambiente (EEA) do Massachusetts, Rick Sullivan, no dia 10 de julho anunciou a já esperada proibição de eliminar o destino para aterros dos resíduos de alimentos comerciais juntamente com o financiamento para apoiar a valorização destes resíduos. Segundo Sullivan esta medida contribui para alcançar metas de eliminar o uso de aterros sanitários e seus impactos no meio ambiente, aumentando o compromisso de valorização de resíduos, geração de emprego e redução das emissões de gases de efeito estufa. A medida entra em vigor no 1° de Julho de 2014, e exige que qualquer estabelecimento que tenha uma geração de pelo menos uma tonelada de resíduo orgânico de alimentos por semana seja enviando para uma unidade de valorização de resíduos como por exemplo geração de biogás, usina de compostagem ou para elaboração de ração animal. O desperdício de alimentos residenciais não está incluído na proibição atualmente. Para explorar a valorização de resíduos orgânicos o governo disponibilizou empréstimos $3 milhões de dólares a juros baixos disponíveis para empresas privadas para a implantação de projetos.

O alto valor do lixo orgânico!

Compost-7 Compostagem, muitas vezes descrita como um modo natural de reciclagem realizada por uma comunidade de microrganismos (incluindo bactérias, fungos e actinomicetos, na presença de oxigênio), é o processo biológico de decomposição da matéria orgânica de nossos resíduos em um extremamente útil húmus.

Os actinomicetos são micro-organismos semelhantes aos fungos na sua forma de crescimento, mas se diferenciam na sua eficácia para a biodegradação da matéria orgânica. A natureza ativa destes microrganismos (microscópicas) e o grande número nas leiras de compostagem (cerca de 10 milhões deles por grama de solo), torná-los altamente eficaz em transformar resíduos ricos em celulose, hemicelulose, ligninas, etc. (como casca de árvore, papel e outros materiais orgânicos duro).

Óleo de cozinha usado alimenta veículos a diesel

golden_fuelEmpreendedor do Alaska desenvolveu kit que transforma o resíduo culinário em biocombustível e fundou a Golden Fuel Systems; aparato custa US$ 3.000.

Membro de uma família de pescadores e fazendeiros de Homer, no Alaska, Charles Anderson é daqueles empreendedores que se arriscam por seu negócio. Certa vez, quase levou um tiro do dono de um restaurante por tentar encher o tanque de sua picape com óleo de cozinha usado do estabelecimento sem pedir permissão para se apropriar do resíduo. Não é só o seu próprio veículo que Anderson abastece com esse tipo de biocombustível. Autodidata desde criança, ele estudou o assunto e criou um kit para que motores a diesel possam funcionar com óleo vegetal. A Golden Fuel Systems adapta seis marcas de carros a diesel, bem como barcos, geradores, caminhonetes e ônibus. Até janeiro de 2013 a empresa contabilizou a venda de 6.500 kits, que custam cerca de US$ 3.000 cada um. Em 2011, sua receita foi de US$ 800 mil.

Fonte: http://revistapegn.globo.com

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