Projeto pioneiro na cidade de Mogi Mirim – SP promove compostagem de resíduos orgânicos domésticos em sacos de ecovio® BASF

  • BASF, Prefeitura Municipal de Mogi Mirim e seus parceiros desenvolvem projeto piloto para compostagem de resíduos sólidos orgânicos no município
  • Projeto pioneiro na América do Sul contará com participação de mais de 5.000 moradores
  • Matéria prima utilizada na confecção dos sacos para coleta seletiva será o ecovio® da BASF, polímero compostável com conteúdo de fonte renovável

foto mogi mirimSão Paulo, 19 de agosto de 2013 – A BASF assinou um protocolo de intenções com a Prefeitura de Mogi Mirim com o objetivo de desenvolver um projeto piloto de compostagem de resíduos sólidos orgânicos gerados no município por meio da introdução da coleta seletiva domiciliar.

É a primeira vez que um projeto desenvolvido na América do Sul vai demonstrar o uso de sacos plásticos compostáveis certificados e a eficiência do processo de compostagem como contribuição para a gestão de resíduos sólidos urbanos.

Os sacos feitos com o ecovio® da BASF serão produzidos pela Romapack, indústria de embalagens.

O lixo, seus dramas, caminhos possíveis

residuos-siderurgicos-15WASHINGTON NOVAES *
Deveria ser de leitura obrigatória para administradores públicos e legisladores em todos os níveis – começando por governo federal, Congresso, governos estaduais, deputados, prefeitos, vereadores -, mas também para empresários e consumidores, o texto Gestão de resíduos sólidos para uma sociedade mais próspera, escrito pelo professor Ricardo Abramovay, do Departamento de Economia, e das pesquisadoras Juliana S. Speranza e Cécile Petitgand, do Núcleo de Economia Socioambiental, todos da Universidade de São Paulo (USP). Dificilmente se encontrará texto mais abrangente sobre a questão dos resíduos e as políticas adequadas que devem norteá-la, mais rico em informações, capaz de levar a mudanças indispensáveis.

Por que o programa de compostagem de Nova York será exitoso?

Este artigo é continuação de artigo “Nova York adota a compostagem para tratar seus resíduos” (ver mais clicando aqui).

Composting_5_2010Planejamento para descartar os resíduos da minha cozinha? Os restos de meus alimentos podem ter um impacto ambiental a nível global? Sim é a resposta para essas perguntas.

A uns dias publiquei uma matéria comentando sobre o programa de compostagem que o Prefeito de Nova York, Bloomberg, anunciou.

Com o lançamento do programa de compostagem de resíduos orgânicos urbanos do prefeito Bloomberg, inicialmente voluntário nos cinco distritos de Nova York, os moradores da cidade vão ser capazes de transformar os seus restos de comida em adubo.

O composto, formado em parte de matéria orgânica e outros nutrientes, é utilizado para fertilizar diferentes tipos de solos. Desta forma, o adubo fertiliza e nutre as plantas para produzir melhores resultados e preservar os ecossistemas.

Ethos e Nossa São Paulo lançam publicação sobre boas práticas na gestão de resíduos

*por Letícia Paiva, do Instituto Ethos – nota publica originalmente no site Instituto Ethos.

A publicação traz um panorama da legislação referente à PNRS e traça um resumo histórico que ajuda a compreender como chegamos a essa política.

Durante o “Seminário Resíduos Sólidos e as Cidades: Boas Práticas e Desafios” foi lançada a publicação Política Nacional de Resíduos Sólidos: Desafios e Oportunidades para as Empresas, que traz em suas 70 páginas um panorama da legislação referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e procura traçar um resumo histórico que ajuda a compreender como chegamos a essa política e quais são suas implicações. Também são apresentados casos práticos para mostrar que já existem empresas trabalhando com resíduos sólidos de forma inovadora e responsável. A publicação busca contribuir para ampliar o diálogo com as empresas sobre a implantação da PNRS e incentivar novas reflexões acerca do tema.

O evento teve por finalidade apresentar as boas práticas que empresas e governos já realizam, bem como discutir os desafios que ainda precisam ser enfrentados pela gestão pública, pela sociedade e pela iniciativa privada para efetivar a PNRS.


Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos, abriu o seminário destacando a importância de uma publicação que traga essa abordagem a respeito de resíduos sólidos e reafirmou o quanto é necessário que as empresas assumam uma nova postura e iniciem boas práticas em relação aos seus resíduos, como nos casos práticos apresentados pela publicação. Ele ressaltou ainda que esta é uma mudança necessária, mas que para acontecer precisa do envolvimento dos setores público e privado.

“A quantidade de participantes que demonstraram interesse em comparecer a este evento chama a atenção para a necessidade da mudança que está acontecendo para que se tenha uma sociedade mais justa e responsável”, afirmou o presidente do Ethos, ressaltando que a mudança é um processo que deve ser realizado em todas as esferas da sociedade e que uma publicação que contextualize e mapeie oportunidades e desafios é um excelente caminho para continuarmos a avançar nessa agenda.

Silvano Silvério da Costa, representando o Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi o próximo a falar e apresentou detalhes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010. De acordo com ele, uma das metas do governo é acabar com os lixões até 2014. “Daí a necessidade de se preparar para isso”, ressaltou.

Para Costa, é preciso que se faça um grande esforço para reverter o quadro que hoje se apresenta. “É necessário desenvolver novas medidas de comportamento e isso deve ser uma ação conjunta do governo, das empresas e da sociedade”, afirmou. Nesse sentido, o MMA vai ajudar Estados e municípios na elaboração de seus planos de gestão integrada de resíduos sólidos e no fortalecimento de consórcios intermunicipais para a construção de aterros sanitários. “Mas, para ter acesso aos recursos federais, os municípios têm de ter planos de resíduos definidos”, explicou o representante do MMA.

Em seguida realizou-se uma mesa-redonda sobre a PNRS e os acordos setoriais, que, além de Silvano Silvério da Costa, contou com a participação de Victor Bicca, presidente do Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), Carlos da Silva Filho, diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Stefan David, gerente de projetos da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas do Vidro (Abividro), e Roberto Rocha, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

Mediados por Caio Magri, gerente-executivo de Políticas Públicas do Instituto Ethos, os debates se centraram nas medidas e ações necessárias para que a PNRS seja efetivamente implantada, quais os principais entraves e quais têm sido os avanços nesse sentido.

Para enfrentar dois dos principais desafios apontados no debate – a desarmonização dos marcos regulatórios locais em relação à PNRS e a reduzida informação sobre o processo da construção dos acordos setoriais –, o Instituto Ethos propôs ao MMA e às organizações empresariais e da sociedade civil ações conjuntas para a produção de um diagnóstico sobre a urgente harmonização dos marcos regulatórios sobre resíduos sólidos existentes (estaduais e municipais) com a PNRS, assim como guias informativos destinados às empresas sobre os acordos setoriais.

O seminário traçou um panorama dos desafios e oportunidades que a Política Nacional de Resíduos Sólidos impõe para os próximos dois anos, em que será exigido que apenas rejeitos sejam dispensados em aterros sanitários. Para isso, é necessário um trabalho amplo e profundo de mudança de hábitos e de atitudes em todos os setores da sociedade. Um esforço conjunto é necessário, pois representará uma verdadeira mudança cultural. A sociedade precisa entender suas responsabilidades nesse processo, bem como governos e empresas.

*por Letícia Paiva, do Instituto Ethos – nota publica originalmente no site Instituto Ethos.

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