O secretario do Gabinete de Energia e Meio Ambiente (EEA) do Massachusetts, Rick Sullivan, no dia 10 de julho anunciou a já esperada proibição de eliminar o destino para aterros dos resíduos de alimentos comerciais juntamente com o financiamento para apoiar a valorização destes resíduos. Segundo Sullivan esta medida contribui para alcançar metas de eliminar o uso de aterros sanitários e seus impactos no meio ambiente, aumentando o compromisso de valorização de resíduos, geração de emprego e redução das emissões de gases de efeito estufa. A medida entra em vigor no 1° de Julho de 2014, e exige que qualquer estabelecimento que tenha uma geração de pelo menos uma tonelada de resíduo orgânico de alimentos por semana seja enviando para uma unidade de valorização de resíduos como por exemplo geração de biogás, usina de compostagem ou para elaboração de ração animal. O desperdício de alimentos residenciais não está incluído na proibição atualmente. Para explorar a valorização de resíduos orgânicos o governo disponibilizou empréstimos $3 milhões de dólares a juros baixos disponíveis para empresas privadas para a implantação de projetos.

Atualmente no Brasil, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a redução na geração de resíduos e sua posterior valorização, privilegiando a reciclagem de materiais e elementos, torna-se indispensável a criação de um enquadre legal semelhante ao implantado em Massachusetts, criando mecanismos que regulem a atividade dos gerados e a sua destinação dos resíduos e estimulando ao setor privado a empreender e implantar projetos inovadores, seguros e de baixo impacto ambiental para tratamento dos resíduos orgânicos customizados a realidade brasileira.

Segundo o Panorama 2012 da Abrelpe, 51,4% dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil são orgânicos. Estes resíduos são destinados para Aterros ou Lixões (estes últimos proibidos a partir de 2014) onde, mediante processos anaeróbicos são gerados gases de efeito estufa, equivalente a uma frota de 4 milhões de carros aproximadamente. Como já comentei em artigos anteriores publicados neste site, a compostagem é uma alternativa viável para implantar em todo o Brasil, no setor privado ou público.

Da mesma forma que em outros países e cidades, proibir o desperdício e fomentar a redução e valorização de resíduos no setor produtivo, comercial e domestico é fundamental para alcançar nossas metas de redução de gases de efeito estufa, geração de resíduos, uso dos recursos naturais de forma ética e sustentável e garantir a qualidade de vida da presentar e próximas gerações.

3 comentários

  1. Artigo muito relevante e informativo ao público, um instrumento de educação ambiental para romper paradigmas duma sociedade arcaica ambientalmente…parabéns pelos artigos, um caminho para alcançarmos um futuro mais sustentável! abs…

  2. Parabéns Marcos, muito bom seu artigo.
    Penso que não só a compostagem como também a biodigestão anaeróbica são tecnologias viáveis para destinação dos resíduos orgânicos. Um abraço.

Comentários

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